Quando todo dia é uma quarta-feira

Primeira vez que não consigo me animar com a copa. O esquisito é que em 2002 eu acordava de madrugada para ver os jogos mas inaceitáveis em termos de “futebol arte” e agora nem me aperto, nem preciso resistir a um Chile x Honduras (quem precisa?). Simplesmente não me apetece… Entretanto, com o bom e velho alvinegro reconheço o futebol ruim e mesmo assim grudaria as dungais com ardor para ouvir o sufoco.

A quarta-feira é o dia mais medíocre da semana (quando não há o belo alvinegro em campo, é claro). A coisa toda está em suspenso, isto é, estamos longe do final de semana e sabendo que ainda temos o resto a seguir. No meu caso fica no interregno das atividades menos lúdicas. Se pudéssemos saborear os dias da semana a quarta-feira ficaria envergonhada pela falta de tempero.

Snakebites à parte agora ocorre-me a existência da quinta-feira e de Lipset e Panebianco para serem vivenciados, mas não devorados,  (que eu consiga me salvar e nunca cair na incorporação da sociologia política, da ciência política hardcore do neo-institucionalismo e da nada elegante teoria da justiça: onde fui amarrar meu jegue? Por que Florestan não vem e me salva desse horror todo?)

feriados

Sobre eudoras
Eudora continua (tentando) rumar à leste...

2 Responses to Quando todo dia é uma quarta-feira

  1. Pingback: quarta freak « e * u * d * o * r * a * s

  2. Lívia Araújo disse:

    A minha solução para algumas quartas-feiras é ir ouvir tango e tomar cerveja num botequim perto do centro.

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