pensamento há mil anos…

Fui passear pelo interior de São Paulo hoje, a cada parada eu rabiscava algumas coisas, divagando sobre a necessidade de deixar o meu sociologuês de lado para procurar um meio de fazer verter o que existe de Ciência Política no meu pensar e, principalmente, em minha escrita.

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Para o dito passeio carreguei três gêneros na mochila: prosa (ainda na fase de Kerouac), sociologia (obra de Miliet) e ciência política (Skinner). E me enrosquei com o Skinner (“As fundações do pensamento político moderno”). Estou maravilhada e começando a acreditar que talvez eu não esteja tão engessada quanto imaginava.

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Ele começa a pontuar acontecimentos históricos que desencadearam formas de compreender e gerir o governo. E apresenta autores fantásticos e de pensar idem.

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Exemplo? Bem, no começo do texto ele nos informa que, a partir de 1125 a Itália adotou uma forma consular de governo (Pisa foi a pioneira, em 1085), entretanto, na segunda metade do século o poder dos cônsules foi suplantado e iniciou-se uma forma tida como mais estável: empregar alguém e investi-lo com poder supremo, esse funcionário chamado podestà (ou podestas) era um cidadão de outra cidade (a fim de garantir a ausência de vínculo ou lealdade local). A principal característica era o seu assalariamento, de maneira a marcá-lo como funcionário e não como governante. O mandato do podestà era de seis meses, e por todo esse prazo ele se conservava responsável perante o corpo de cidadãos que o elegera (lembrando que tal fato relaciona-se somente ao norte da Itália, Putnam sempre correto!). Outro ponto fundamental é que o podestà não tinha o direito à iniciativa de decisões políticas, e ao terminar o mandato era obrigado a submeter-se a um exame formal de suas contas e sentenças, antes de obter a permissão para deixar a cidade que o empregara.

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Vemos e analisamos as sabatinas que ocorrem no Poder Juciário para atestar as habilidades e credenciais do futuro agente, todavia, em relação ao ato de prestar contas isso fica restrito a sumários midiáticos de pequeno alcance (quando existem). Outro fator de interesse capital está no embargo à liberdade caso a prestação de contas não seja bem avaliada. Será que aqui cabe uma pequena lição?

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Verdade seja dita, as quase 700 páginas do Skinner me assustam, mas penso que o susto trará mais delícias do que o horror previamente imaginado…

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snakebites!

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um “teco” de Escher pra derreter!

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pensamento1

Sobre eudoras
Eudora continua (tentando) rumar à leste...

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