Almas à venda

Ontem foi dia de cinema e chuva, tirei o dia pra cuidar do que mais gosto na vida (sim, mais do que futebol): pirar em frente à tela azulada! Decidi me atirar na arte que envolve meu amor pela mistura do material e do imaterial… Literatura, imagem em movimento, mas desta vez a ação recebeu uma dose massiva de “não é pra pensar”.

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Anteontem zapeando vi o finalzinho do primeiro Resident Evil, qual a alternativa lógica? Caçar o último Resident Evil (Afterlife). Fiquei um tanto desapontada (ou não impressionada, queremos sempre mais…), mas pude esvaziar a cabeça ao ver o mundo ainda infestado pelo maligno T-vírus, Alice ainda em busca de sobreviventes e ainda detonando a corporação Umbrella. É um filme que não merece resenha alguma, mas o que posso fazer? Adoro zumbizada. E o filme, como os anteriores deixou a brecha para um quinto. Fico pensando na Milla Jovovich, será que ela está organizando a carreira no mundo da ficção? Quinto elemento mais a franquia de zumbis? Não conheço a carreira da moça, mas talvez seja a hora de procurar novas ideias… Who knows?

 

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Continuando no terreno de esvaziar a mente corri para nova animação da “Illumination Entertainment”, “Despicable me”. Não é novidade que sempre torço para os vilões… A animação conta a estória de Gru, um vilão sem muitos hits na carreira e que acaba de ser passado pra trás por um novato que roubou a pirâmide de Gizé (!). Quando criança o sonho de Gru era ir até a Lua… mas agora – no mundo adulto – ele precisa, para fazer parte do alto escalão de maldade, roubar a Lua. O problema é que para o plano dar certo ele precisará da ajuda de três órfãs. Daí já viu, né? O filme é muito fofo, os ajudantes de Gru são um capítulo à parte, dá vontade de comprar bichinho de pelúcia das coisinhas amarelas… Enfim, adorei! Fazia um senhor tempo que as animações não me ganhavam tão fácil, acho que a última foi Kung fu Panda…

 

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Tô apaixonada pelo Gru (é impressão minha ou ele é a cara do Fester/Tio Chico da Família Adams, vai ver é a careca…)

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Hm, depois da animação resolvi assistir “Wall Street – money never sleeps”. Por que meu interesse?? Bem, já disse que sou gamada em vilões, e no mundo do cinema “de realidade” (rs) não teve pra mais alguém além do Gordon Gecko nos anos 80’s! Isto é, quando passa “Wall street” na tevê eu paro tudo para me encantar novamente com a perfomance de Mr. Douglas. Quando penso em falta de escrúpulos e de ética além de uma ganância ilimitada a primeira imagem que surge é de Gecko plus “greed is good”. Abaixo o monólogo que entrou para os anais do cinema e que dá a nota do personagem de Gecko:

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“Greed, for lack of a better word, is good. Greed is right. Greed works. Greed clarifies, cuts through, and captures, the essence of the evolutionary spirit. Greed, in all of its forms; greed for life, for money, for love, knowledge, has marked the upward surge of mankind and greed, you mark my words, will not only save Teldar Paper, but that other malfunctioning corporation called the U.S.A.”*

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Bem, como eu havia ficado maravilhada pela naturalidade de Gecko resolvi criar coragem para assistir a sequência e mais outro filme de Shia Labeouf (o cara não tira férias?). O filme tem poucos momentos bons, a saída de Gecko da prisão, quando todos os libertos tem alguém esperando lá fora, menos ele… E pra dar a tônica exata de como ele está sendo rechaçado para uma limousine, mas quem entra é um cara vestido de rapper ou coisa parecida, daí ele, totalmente desolado dá o sinal para um táxi.

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O filme, mais do que a procura por poder e dinheiro quer explicar como as pessoas se relacionam… Gecko com o mundo que agora o despreza, com o futuro genro (o Shia) que trabalha no mercado de ações (mas ele não foi corrompido e é da área “verde”, tecnologias para energias alternativas) e, para finalizar ainda tem a questão da relação tortuosa entre pai e filha (Carey Mulligan, de “Orgulho e Preconceito”). Ai, ai, ai eu realmente não vi nada do que a crítica falou do filme, mas quando se trata de Oliver Stone sempre vale dar uma espiada, não é?

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* wiki quotes

 

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Para deixar a coisa mais múltipla arrumei um nacional pra se juntar aos arrasa-quarteirões gringos: “A mulher invisível”. Enredo básico: homem não consegue perceber o mundo ao seu redor até que toma um pé na bunda da esposa (daqueles bem difíceis de curar – se bem que, particularmente, não acho que exista outro tipo). Apesar de estar num estado catártico o melhor amigo e colega de trabalho (interpretado por Vladimir Brichta) consegue arrancá-lo de casa. Daí, mesmo deprimido o rapozote sai matando pra tudo quanto é lado (pega geral). Todavia, quando ele percebe a frivolidade do que está fazendo volta toda atenção para si mesmo. Nesse processo nasce a mulher ideal (e daí só assistindo o filme!). O Selton Mello é um dos atores que mais admiro (e não tô me ancorando em qualquer elemento de geração…) e sabe como poucos não deixar a peteca cair. A estória é tratada com humor, mas nada que recaia em mau gosto. Hm, só resta-me a questão: um dia verei o Vladimir Brichta num papel em que eu não veja o Vladimir Brichta?

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Nota: Alguém, já viu Bug ou Bugs (“Possuídos”), filme bem denso sobre esquizofrenia? Num certo momento de “A mulher invisível” me lembrei dele… brrrr

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Como eu ainda estava com fome de blockbusters (acontece com qualquer um e não tenho a menor vergonha disso!). Pensei numa daquelas comédias femininas bestas em que por mais que eu me esforce não consigo me enxergar em personagem algum. Peguei “Sex and the city 2”.

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O que Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte estariam fazendo? Todas estão com algum problema de relacionamento: definir regras de convívio; crise de menopausa (hormônios e como ainda estar pronta para se relacionar); com o chefe sexista que não valoriza as suas ideias e; como educar duas crianças sem perder o controle da própria vida. Na minha percepção o filme tem três pontos interessantes, o primeiro (logo no início) recupera o momento do início das amizades. A chave pra denotar o tempo é feita a partir das roupas que elas usavam…  Penso que quem viveu os coloridos e docemente brega anos 80’s acharam graça no contexto, mas até aí nada de convulsão surpreendente (o universo fashion está na medula de Sex and The City). Na cena que mostra como cada uma se conheceu é bacana observar a estrutura imutável de alguns personagens (embora eu peque pela assiduidade ao seriado, ou seja, posso estar muito enganada).

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A outra coisa que achei interessante foi a ida delas para o “novo Oriente Médio” (Abu Dhabi), o choque de culturas, principalmente, no âmbito sexual dá-se pelos trajes que elas usam (ok, a devoradora de homens Samantha cumpre o papel…). Enfim, além de exibir novas formas de se relacionar com o próximo, o filme tenta expor a forma como o Ocidente vê as tradições do Oriente e como o Oriente observa o comportamento ocidental (sutil, mas tá valendo). Ah, estava me esquecendo: é claro que a película ainda realiza críticas acerca do papel subalterno, submisso da mulher na sociedade oriental (a questão do cerceamento de liberdade individual). Sessão da tarde (no máximo).

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Almas à venda…

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Sinopse do Adoro Cinema:

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“Em meio a uma crise existencial, Paul (Paul Giamatti), um famoso ator, procura solução num laboratório particular conhecido como Armazém das Almas, que oferece aos nova-iorquinos alívio para suas almas cansadas. Ele decide extrair sua alma e, depois de uma tentativa fracassada de viver e atuar sem uma alma, aluga a suposta alma de um poeta russo. As coisas tomam um rumo inesperado quando ele encontra Nina (Dina Korzun), uma russa contrabandista de almas.”

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Está classificado como drama, mas acho ou prefiro pensar que deva ser dessas “dramédias”.

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snakebites

Sobre eudoras
Eudora continua (tentando) rumar à leste...

One Response to Almas à venda

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