mais um dia de cinema

Procurei bastante por “Driving lessons” (aqui “Lições de vida”). Entre 2007 e 2008 o trailer estava em quase todos os filmes que eu pegava! E a ideia do filme me instigava, mas nada do danado chegar às locadoras locais. Tudo bem, porque tudo tem o seu tempo e hoje foi o dia em que pude me deliciar com a dupla principal Rupert Grint (adorável e mostra que pode ir além de Rony Weasley) e Julie Walters (fantástica) e, mais uma vez me assustar com Laura Linney.

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Antes de “falar” sobre o filme quero abrir um breve parênteses sobre Laura Linney (atualmente no seriado “Big C”). Não sei bem o motivo, mas o olhar daquela mulher sempre me assustou, seja em “Breach” em que ela faz uma chefe durona e solitária da CIA ou quando interpreta a esposa do Truman, em “Truman Show”.

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Pode-se dizer que o olhar de Linney give me the creeps! Bem, em Lições da vida ela não aparece muito, mas quando surge você respira mais devagar para que ela não note a sua presença e arranque um naco da sua carne.

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A casa da família Marshall é um reflexo de insanidade: Linney interpreta uma mãe autoritária, ultra-religiosa e controladora. O filho dela (Ben) é de uma timidez  ímpar, mal consegue se comunicar e não tem vida social. O pai é um pastor que vive para ler seus livros sobre pássaros e nunca ergue a voz para confrontar a esposa… Ah, e tem um cara que atropelou a esposa e está lá como obra de caridade e fraternidade da Sra. Marshall (na realidade mais parece um projeto de sociopatia)… Justamente pelo vertente caritativo, a Sra. Marshall pede ao filho que ele arrume algum trabalho para que auxilie o senhor atropelador a se recuperar (?!). Daí começa o filme! Ben encontra um emprego de cuidador (ou acompanhante, como queiram) de uma atriz de teatro já esquecida pela mídia, mas ainda excêntrica e cheia de vitalidade…  A atriz pede para que ele a leva a um recital em outra cidade (trajeto Londres-Edimburgo), nessa viagem se dá a transformação de Ben e o início da amizade entre os dois. Filme para assistir em qualquer época do ano e com qualquer companhia, não é melodramático e a química entre os dois é incrível.

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Pausei o filme para fazer duas anotações (fala de Evie para Ben, papel de Julie Walters ):

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“Não se sinta culpado. A culpa é um fantasma fraco”

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“Você é o meu poeta. Entende o poder das palavras”

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Não cabe aqui dizer o momento das frases. Mas adorei e precisava registrar…

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Hoje assisti também a “A rede social”, de David Fincher, mas são quase 20:00 e estou derretendo (32º). Hora de flanar com alguns amigos… Uma hora eu tento falar sobre a estória do “tal” Mark Zuckerberg e o Facebook, mas desde já adianto, os criadores de “Wall Street – money never sleeps” devem estar pensando em levar o filme para edição novamente… A moral e a ética do século XXI estão desenhadas de maneira sublime neste que deve ser considerado o melhor filme de 2010. Isto é, “A rede…” tem tudo pra continuar fazendo sucesso: o filme é tenso, dinâmico e a molecada arrebenta (a arrogância que Jesse Eisenberg coloca na tela faz você querer arrancar a espinha dele, mas por um lado você consegue também sentir compaixão. Ah, mais uma vez Justin Timberlake deixa o recado de que não é meninote de boys band – alguém ainda tinha dúvidas??. Se bem que depois de “Alpha Dog” o cara já ganhou toda minha atenção).

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snakebites

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boa balada!

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novos snakebites

Sobre eudoras
Eudora continua (tentando) rumar à leste...

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