Win Win

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Então, ultra quick post sobre cinema. “Win Win” sensação do Sundance 2011 e último filme com o meu querido Paul Giamatti está longe de ser uma obra-prima (mesmo comparando com o recente “Cold Souls“), mas merece uma checada.

       

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Words are cheap, baby!

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A tragédia dos (ou nos) relacionamentos, o envelhecimento, o sexismo e a fraternidade. Acredito que “O declínio do império americano” (1986) seja um dos melhores exemplares do cinema canadense, bem como seu sucessor, “As invasões bárbaras” (2003), ambos dirigidos por Denys Arcand.

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O filme inicia com uma fala máxima sobre o que muitos das Humanidades ainda não entenderam:

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“Há três coisas importantes na História. Primeira: o número. Segunda: o número. E terceira: o número. Isso significa, por exemplo, que os negros sul africanos… certamente um dia acabarão vencendo… enquanto os negros norte-americanos provavelmente nunca se libertarão. Isso significa também que a História não é uma ciência moral. Os direitos, a compaixão, a justiça são noções estranhas à História.”

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A fala é seca, direta e doída para quem entrou para qualquer curso afim às Ciências Sociais. Mas para alguns sempre restará o terceiro setor (um viva a esses!).

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No meio do filme um dos intelectuais discute o que é o amor e como ele sabe que está amando ou deixando de amar. A conversa, na realidade mais um monólogo é com o personagem mais jovem da trama e, talvez por isso, mais ingênuo, cuja ambição é somente ser feliz.

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“Como nas anotações de Wittgenstein: ‘a única certeza que nos resta… é a capacidade de agir de nosso corpo’. Se amo, eu me excito. Se não me excito, eu não amo”.

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Perto do final do filme, está lá, o jovem ingênuo e inseguro diante do amor (ah, quem não esteve no papel do jovem que atire a primeira pedra!):

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“- Vou vê-la de novo?

– É claro. Por que pergunta?

– Não sei. As coisas que você diz, às vezes não sei o que pensar.

– Words are cheap, baby.

– O que quer dizer?

– Não ouça o que digo, mas me toque.”

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Para encerrar os pequenos excertos que cacei no filme a fala de uma das intelectuais (tinha que existir uma representante do gênero feminino, não?). Eles todos à mesa, saboreando um torta de truta e vinho (hmm), de repente entram num debate sobre a necessidade que as mulheres têm de fazer “cursos”:

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” – Parece que há cursos de culinária criativa no Instituto de Hotelaria.

–  Lulu, não recomece seus cursos!

– Por que não?

– Que mania as mulheres têm de sempre fazer algum curso?

– Não é difícil entender.

– À noite, na Universidade… está cheio de mulheres anotando tudo sobre o espírito de Locarno.

– Sou eu que dou esse curso.

– Eu sei, mas não entendo.”

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[corte para a professora que dá o dito curso relembrando uma de suas aulas]

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“- Por isso censuramos a História por se interessar só pelos vencedores. Mas no fundo é sempre por uma questão de documentação. Temos mais documentos sobre os egípcios que sobre os núbios. Mais sobre os espanhóis que sobre os maias. E mais sobre os homens que sobre as mulheres. Aliás, esta é uma limitação da história. Mas talvez haja um elemento psicológico. No fundo, preferimos ouvir sobre vencedores a ouvir sobre vencidos”.

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Falei sobre o tema noutro post, temos um interesse mórbido pelos vencedores, seja lá qual tenha sido a vitória. A batalha por observar o sucesso. Outro dia assisti “How to lose friends & alienate people” (aqui com a péssima tradução “Um louco apaixonado”), uma dessas comédias britânicas que brinca com a ideia de um inglês desajeitado porém, apaixonado pelo conceito renovado do “american way of life”, isto é, o sucesso a qualquer custo: seja uma celebridade ou seja convidado para as festas que as celebridades oferecem.

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O caminho entre glamour, neon e ser feliz pode apresentar alguns pedregulhos… Mas retomando à vaca fria (saudades do Werneck), há um, dois meses assisti um filme sobre o sucesso alimentado pela fraude. Não me recordo do nome do filme… A estória é praticamente idêntica a de “Kassim the dream“, a diferença é que o protagonista não a vivenciou, mas publicou como tendo feito. Ou seja, nada aconteceu com o rapaz. Ele não foi sequestrado quando criança para lutar, não assassinou ninguém etc. etc. etc. E o livro do sobrevivente vira um best-seller. Até que alguém descobre o engodo. Todos se esquecem do grito de desespero de milhões de africanos que, realmente, vivenciam tal violência para execrar o falsário. Isto é, se não temos o vencedor que desejamos, temos um judas. E a ideia vende tão bem quanto.

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A obra de Denys Arcand merece visitas e revisitas. Cada vez que assisto me perco em novas concepções… e me encanto por novas cenas, novos diálogos.

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entre a academia e os sonhos

“To absent friends, lost loves, old golds, and the season of mist; and may each and every one of us always give the devil his due”. [“Aos amigos ausentes, amores perdidos, deuses antigos e à estação das brumas; e que cada um de nós sempre conceda ao diabo o seu quinhão”.] – O brinde “peculiar” de Hob Gadling em Sandman – Estação das Brumas: um prelúdio.     

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Semana de múltiplos ganhos estéticos.

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Entre azares bestas e sorte infinita. O fato é que nesta semana ganhei presentes de toda sorte. Corrigindo, ganhei o tipo de presente que mais adoro. Livros, quadrinhos e filmes.

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Eu já tenho o Sandman, de Neil Gaiman completo aqui em casa. Todavia, ele está em diversas edições, tem da Globo, Panini e Conrad. E eu sempre fiquei um tanto acabrunhada com isso. Tentei de todas as formas completar a coleção que a Conrad lançou de cada saga. Mas o primeiro volume ficou faltando, e a cada vez que eu olhava pros volumes luxuosos de capa dura meu olhar ficava num misto de enternecimento e frustração quando eu via “Prelúdios & Noturnos” naquela capa mole da Globo (sendo que falta o nº8, sim o da estreia da Morte), nem vou gastar minhas digitais num blah blah blah sobre a diferença na qualidade do papel. Bem, nesta semana decidi que os muitos extras mais a belezura da edição definitiva valiam meus níqueis (afora uma boa promoção da Fnac, é claro!). E, tem dois dias que o Sandman (vol. 1, com 20 números está iluminando a prateleira dedicada a Gaiman e Dave McKean). Felicidade pouca é bobagem amigos! Espero que no próximo mês sobrem novos níqueis e nova promoção para que o volume dois faça companhia ao primogênito…

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E para a semana ficar mais completa ainda (como se precisasse) vi que meus pontos na Fnac possibilitavam uns cinco filmes (sem frete incluso). Ahá. Não que eu me sentisse negligenciada em termos de prendas. Mas, mas, mas… Hm, dei uma olhada na minha lista de desejos (lá da Fnac) e vi que poderia ser agraciada por algumas preciosidades pop.

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Primeiro, “Mermaids” (“Minha mãe é uma sereia”). Mermaids é um filme pop, doce, bobo e muito presente na minha adolescência. Não resisti, mas ainda preciso ter Moonstruck (“Feitiço da lua”). Adoro a Cher. E a opereta da judia que quer ser freira (Wynona Ryder)? Impagável!

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Há anos resisto comprar “Braveheart” (“Coração Valente”), a minha choradeira é incontrolável… O filme é da época em que o Mel Gibson não era um cretino falastrão. Coração Valente é piegas? Tsc, tsc, tsc! É um épico romântico! E diacho, tem a Sophie Marceau encantadora. E a última cena do filme? Quem não sonha em ter esse tipo de coragem? Ou esse tipo de objetivo/propósito, nada nublado? De arrepiar! Freedom!!!!!!!!!!!!

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Nunca me defendi por adorar Grease. É o filme mais alegre de que tenho notícia (o mais colorido também). Eu tenho um exemplar aqui em casa, mas sonhava em ter a edição comemorativa… Mas nunca tive coragem para ver o Grease 2.

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“American Beauty” (“Beleza Americana”), um ótimo filme, mas nunca pensei em comprá-lo. Acho que sou uma cinéfila de atores e não de diretores afinal de contas. E tenho uma senhora queda pelo Kevin Spacey (mesmo antes de ficar imaginando quem seria Keyser Soze). Beleza Americana me ganhou não pela estória do suburbano de meia-idade que reencontra a vitalidade por meio de uma certa efebofilia… mas pelo brilho de Spacey, ele consegue ajustar a perfomance para um brilho contido. Dá pra imaginar algo assim?

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Por fim, Rocky. Não faço a questão de ter os cinco Rocky’s, apesar do “Rocky Balboa” (o último) estar na prateleira (a cavalo dado não se olha os dentes…). Confesso que gosto da estória do medíocre um tanto abrutalhado e ainda assim sensível que está disposto a ganhar o coração de uma mulher e lutar para não perder. Outra coisa, adoro o Burgess Meredith, it doesn’t ring a bell? O Mickey, meus caros! Lembraram? Outra coisa, quem nunca subiu uma escadaria e fez “aquela dancinha da vitória” (e a música então?), dá até vontade de correr. Quem nunca torceu a boca e berrou algum “Adrian!!!” Hein? Clássico, clássico meus amigos!

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vários snakebites, agora é hora de voltar ao textos de pensamento político brasileiro (sim, agora entrei na fase de ler apenas o que me agrada! 2011 está começando pra mim!

O véu de ignorância

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Não posto há tempos. Talvez nem tenha postado algo neste março de 2011. Não é sem motivos, meu note deu pau (oscilação de energia) e algo muito ruim com um trem chamado FAT aconteceu, todos os meus arquivos estão desesperados atrás de salvação, ainda não sei se ela virá. De qualquer forma estou transcrevendo todos os manuscritos de caráter acadêmico para o PC. A vida era mais fácil com a minha dura doce Olivetti-Tropical, apesar de minha ausência de talento como datilógrafa (e muitos dedos ralados por conta disso), a única preocupação em perder um texto era pelo fogo (e eu também não tenho talento para a pirofagia, tampouco sou piromaníaca … ) Ah, bons e velhos tempos. Eu já deveria ter aprendido que o único bote para me salvar das intempéries modernosas é o tal do backup. Fica pra próxima. Já deixei um post-it grudado na CPU para evitar danos futuros [a vida agora é em nuvem].

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Hm, explicando o título do post. Hoje fiquei com Rawls na cabeça, martelando tudo o que o danado me apresentou. Não, nada tenho com a propalada “teoria da justiça”. Para falar a verdade, nem sei onde alocar o Rawls. Ciência Política ou Filosofia Moderna? (provavelmente subsistem outras opções não escrutinadas por esta escriba)

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Bem, quando fui estudar o Halls (sorry, piada interna e nem por isso menos besta… eu sei!) encontrei o conceito de “véu de ignorância” e confesso que fiquei surpresa. Foi o primeiro texto após um ano de Ciência Política (o curso, meus caros, o curso!) que procurava fazer uma abordagem mais imagética e lírica da teoria. E eu sou dessas pessoas que precisam conseguir enxergar pra entender (deficiência minha, eu sei… ok?). Acho que não me falta imaginação sociológica, mas noutros campos não tenho me saído de maneira muito razoável. Bem, voltando ao véu:

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Observem a “bacanosidade” da ideia de Rawls: Imaginem desconhecer tudo, do mundo social às preferências pessoais. Ah, vocês também não tem o conhecimento da concepção de bem. Agora imaginem que a situação envolva todas as pessoas, daí o “véu de ignorância”, todos estão sob ele. Em tal situação hipotética Rawls apresenta a “posição inicial de igualdade” (logo de oportunidades também)… Não sou especialista no tema (distância anos luz), mas a ideia de que, ao ignorar a posição social o indivíduo passe também a se identificar com qualquer outra pessoa tem seu charme, não?  A concepção distributiva vem a reboque… Ai, tô com canseira mental…  E, embora minha intimidade com a Ciência Política esteja engatinhando, acho que algo de bom está acontecendo.

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Ah, dica cinéfila pra qualquer dia e hora, mas para ambas faz-se necessário um estômago menos sensível:

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Fargo (1996) – sem dúvida um dos melhores filmes dos irmãos Cohen. Saiu naquela Coleção Folha (vhs), lembram? Deixei de ter videocassete e passei a fita pra frente. Arrependimento doloroso, quantas vezes não morri de vontade de voltar a Fargo e assistir um William H. Macy abestalhado e uma Poirot Frances McDormand? Mas nada de encontrar a peça nas videolocadoras. Mês passado a Fnac me brindou com a possibilidade de consumo de  algumas preciosidades (R$ 9,90 o filme!) e Fargo estava lá! [desnecessário dizer, mas a Fnac não me dá quaisquer vinténs, apenas gasto meus parcos níqueis por lá… e de vez em quando consigo acumular o suficiente de pontos para um dvdzinho, um cdzinho e por aí fica… rs].

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Sinopse: Homem não muito esperto, atolado em dívidas. Macy faz um revendedor de carros que trabalha na empresa do sogro, para virar a mesa o danado decide ganhar uma graninha pra montar o próprio negócio. Como? Sequestrando a própria esposa. Como? Chamando dois bandidos, um deles interpretado pelo sempre incrível Steve Buscemi. Daí é uma comédia de erros com a dose de humor negro (e sangue, claro) dos irmãos Cohen. Pedida perfeita… E, o sotaque? Pedida perfeita. Tenho uma fraco pelos irmãos Cohen, até hoje eles só me tiraram de linha (pra xingamento) com a obra de estreia (“Gosto de sangue”), no mais… os caras são uma pedida perfeita (hm, acho que já falei isso… rs).

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A outra dica, não tem humor, mas o estômago potente continua sendo útil para chegar ao “The End”, trata-se de “The Machinist”, acredito que aqui tenha sido traduzido para “O operário”. Em uma das raras ocasiões em que não fui presenteada com roupas ou bebidas (!).

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The Machinist (2004) – “o” filme de Christian Bale como ator (e não foi por ele ter perdido quase 30 quilos pra fazer o filme, ok? Bale está maravilhoso). Sabe aquele filme que você achou fantástico, mas ficou com a sensação de cabo de guarda-chuva na boca? Bem, eu tenho isso com vários filmes. Demoro pra conseguir assistir novamente “Requiém para um sonho”, por exemplo, do – atualmente – muito cultuado Darren Aronofsky, tem o propósito de te deixar desconfortável e faz isso de maneira brilhante. Enfim…

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Bem, voltando ao Operário. Assisti (assim como Fargo, apenas uma vez) e a sensação de ressaca veio antes do letreiro. Pra ser honesta, a primeira cena do filme já diz a que veio. Só de fechar os olhos já “sinto” uma iluminação lúgubre e percebo um tom azul-esverdeado-cinza assustador. O filme é dirigido por Brad Anderson. Quem? Estou com vocês, também não conheço outros trabalhos do cara.

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Sinopse – O personagem de Bale não dorme há praticamente um ano (ele está destroçado física e mentalmente). Pra somar tragédia à vida que leva, o emprego dele consiste em mexer com maquinário pesado. A ausência de sono derruba completamente a sua percepção de mundo/realidade e o que vemos é uma escalada de horror psicológico, paranoia…  O drama ganha ainda mais intensidade quando um colega de trabalho perde um braço e ele começa a questionar tudo (e todos) ao seu redor. >

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Oscar, comida para lonely ones & livro bônus

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Lembro-me de quando varava a madrugada assistindo a cerimônia do Oscar, sempre muito chata, longa e, normalmente, previsível no que concerne às premiações. De uns anos para cá deixei o glamour do tapete vermelho do Kodak Theatre para outros insones.  No máximo, o que atrai minha  atenção no dia seguinte (via jornais e tevê) são os looks (cabelos e vestidos). Quem conseguiu arrancar da memória aquele “vestido” que a Björk usou na premiação de 2001? Meu sub-consciente, vez por outra, ainda faz renascer (literalmente) aquele cisne em sonhos nada fofos…

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Neste Oscar de 2011, nem os looks conseguiram lançar alguma faísca ou formigamento. A única coisa bacana é o movimento “pós-Oscar”. Somente com a aquisição do peladão dourado é possível fazer alguns filmes entrarem no circuito caipira. Verdade, por aqui não é qualquer blockbuster que consegue permissão para entrar nas salinhas. Perdi “Biutful”, o filme sequer passou de uma semana em cartaz… (ok, a culpa foi minha). Mas se eu quiser endemonizar meus olhos e mente, o Justin Bieber conseguirá fazer isso por “mais de mês”, quer apostar? De qualquer forma, mesmo que não tenha vencido, acho que finalmente conseguirei assistir “True Git” (“Bravura Indômita”), dos irmãos Coen. Dedos cruzados!

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Culinária

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Bem, apesar de andar muito ressabiada com frango (o que vai à mesa, não o bicho, propriamente dito) por conta dum documentário assustador sobre o uso de hormônios nos penosos. Tenho matutado à beça sobre isso. Já restringi o consumo de carne vermelha praticamente a zero (o blah blah blah dos antibióticos e afins ministrado nos bichos organizou um “apavoramento mental”), agora teria que tirar o frango da dieta? E ainda tem a questão de metais nos peixes.

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Ok, já consumo (ainda que não muito feliz) proteína texturizada de soja, mas será que viverei à base daquilo pra sempre? Ok, ok, ok existe o tal do selo verde, indicando um caminho mais saudável no trato e preparo dos penosos, mas o preço ainda tá muito salgado. Também há a questão dos pesticidas e outros blahs em vegetais e legumes. Diacho, essa tal de modernidade vai acabar me fazendo viver de luz? Oh no, peralá, ainda tem há a problemática do sol e seus efeitos nocivos. Está cada vez mais complicado se alimentar e não ter a sensação de culpa ou mesmo ficar com certas preocupações…

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AFF! Acho que desligarei a coisa do politicamente correto e deixarei as preocupações em suspenso… Por que falei das comidinhas proibitivas segundo o mundo verde? Bem, porque encontrei a receita abaixo. De repente, saber que o franguinho tem mais hormônios do que eu perdeu um pouco da importância… [clique na imagem e você será redirecionado ao site em que achei a receita e muitas outras delícias rápidas].

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Frango recheado com espinafre

Ingredientes

4 filés de frango

1 maço de espinafre
2 dentes de alho
azeite
sal
pimenta do reino preta moída
palito de dente

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Passo a Passo

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1. Comece levando ao fogo para ferver, uma panela com água. Enquanto aquece, retire as folhas do espinafre e jogue os talos fora.

2. Coloque as folhas na água quente e deixe por 3 minutos. Escorra e pique o espinafre.

3. Em uma frigideira, coloque um fio de azeite, o alho já picado e doure. Em seguida coloque o espinafre, deixe secar por uns 5 minutos e tempere com sal e pimenta.

5. Pré aqueça o forno em 180º C.

6. Agora vamos rechear o frango. Abra os filés já temperados com sal e pimenta e coloque um pouco de recheio, varia a quantidade com o tamanho do filé, mas não coloque muito. Vá enrolando o filé até formar um rocambole de frango e prenda com palitos de dente.

7. Em uma assadeira, coloque um outro fio de azeite e disponha os filés enrolados e presos no palito, sempre com a parte onde foi fechada para baixo.

8. Asse por 20 minutos ou até dourar levemente em cima e está pronto!

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Ainda não testei a receita, mas acho que não tem como dar errado, preciso dar um pulo no supermercado e revitalizar minha geladeira… (rs). Não estou pronta pra voltar a ter carne em casa, mas franguinho é sempre mui bueno e voltará a ser bem-vindo.

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Entre estantes

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Hm, mudando totalmente de assunto, por renovar a assinatura da Folha de S. Paulo ganhei “Um certo capitão Rodrigo”, do Érico Veríssimo, da coleção “Folha – Grandes Escritores Brasileiros”. A Folha já foi bem mais generosa em termos de prêmios, bônus etc. e tal, mas confesso que fiquei entusiasmada. Confesso também que minhas prateleiras não conhecem obra alguma do grande Érico Veríssimo. Outra confissão (um tanto mais óbvia pra quem acompanha os posts daqui) é que nem me lembro da última sensação de encantamento por um romance nacional. Duvido que o Veríssimo-Pai não seja capaz de me seduzir. Interessante oportunidade de mudança de perspectiva literária (e geográfica) e que ainda serve como homenagem à literatura gaúcha que perdeu ontem Moacyr Scliar, um dos contistas mais ilustres da Terra de Pindorama – ok, ele não era somente um contista, mas era a verve que eu mais admirava. Homenagem torta, eu sei, mais ainda assim homenagem, né?

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ps -> só para continuar a registrar meu medinho: será que dá pra passar a Copa & Olimpíadas pra outro interessado? Camaradas, não tô nem falando da grana que vai escoar pra bolsos já bem abarrotados de notas de todas as raças e cores, mas caramba, alguém viu o estado que o Morumbi ficou ontem (SPFC 1 x 1 Palmeiras, pelo Paulista)? Isto é, se no melhor estádio de São Paulo aconteceu aquele charabiá todo, imaginem o que pode ocorrer com os outros estádios feitos às pressas?? Medo, medo, medo – pavor, pavor, pavor – terror, terror, terror…! A única coisa boa é que o mês das festividades esportivas não ocorre em períodos de chuva, mas eu desconfio de tudo, sacam “aquecimento global”? Doideira climática? É pois é… Toc-toc-toc!

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ps 2 -> estão botando reparo no Liedshow? Cingo jogos, sete gols? A felicidade não está só ali na frente, a coisa está se firmando, ficando bonita de se ver… Será que rola uma performance a la 2009? hein?

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novos snakebites

54º Prêmio World Press de Fotografia

Selecionei algumas fotos do 54º Prêmio World Press de Fotografia, algumas são chocantes (não que algumas aqui também não sejam fortes), quem quiser ver todas dê uma olhada no link ao final do post.

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1

Antigo mercado de Porto Príncipe, foto de Riccardo Venturi (Itália)

2

Observando a metrópole, foto de Martin Roemers (Holanda)

3

Protesto em Bangcoc, foto de Corentin Fohlen (França)

4

Julian Assange (Wikileaks), foto de Seamus Murphy (Irlanda)

5

Britânico Thomas Daley (trampolim de 3 m), Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura, foto de Adam Pretty

6

Lutadoras bolivianas (Carmen Rosa e Yyulia la Pacena), foto de Daniele Tamgni (Itália)

7

Homem carregando tubarão em Mogadíscio (Somália), foto de  Omar Feisal

8

Desfile de Valeria Marini, semana de moda em Milão, foto de Davide Monteleone (Itália)

9

Iêmen, refugiados dormindo no deserto, foto de Ed Ou (Canadá)

10

Tour da Eritreia, foto de Chris Keulen (Holanda)

11

Salto de suicida em Budapeste, foto de Peter Lakatos (Hungria)

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Coloquei as duas fotos mais fortes para abrir e encerrar este post. Entretanto, reside uma dúvida acerca da última foto, o homem já estava em chamas e por isso pulou? Sendo essa a alternativa não dá para anunciá-lo como suicida, não é? Em outra alternativa, pensando que ele tenha ateado fogo às próprias vestes, o pulo seria para efeito dramático (para a família, amigos, noiva etc.), desespero motivado pela dor ou para ter a certeza absoluta e irrefutável de que não sobreviveria? Não é sarcasmo não, mas fiquei com a dúvida.

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Créditos das imagens acima e link para ver todas as fotos: http://goo.gl/aefmz

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Primeiro Ah. Ah, em relação a “Megamind”, não apontarei a animação como decepcionante, embora tenha um tanto ficado frustrada. Quando aprenderei a relaxar com a coisa da expectativa? Alguns filmes têm um trailer muito superior ao filme em si (caso de Megamente), mas ficou aquela sensação: vilão por vilão que depois se torna herói fico com “Meu malvado favorito” (Despicable me).

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Segundo Ah. Ah, hoje assisti o mais do que sofrível “As viagens de Gulliver”. É tudo ruim: os diálogos, a performance de Jack Black fazendo o mais do mesmo (tá na hora de se reinventar, meu filho!) e, principalmente, os efeitos especiais. Sabem as viagens espaciais do Chapolim Colorado? Pois é, algo desse naipe. Quer ver uma releitura deliciosa de Gulliver? Vá até a livraria mais próxima e compre o fantástico Gullivera, do sempre genial Milo Manara (+/- R$ 30,00). Ah, outra coisa em relação ao Jack Black, gosto dele pacas, mas acho que para fazer filme tosco desse jeito é melhor voltar as atenções pro Tenacious D.

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Rezaram pro Dio enquanto assistiam Kickapoo? Eu rezei do jeito rock n’ roll! Air guitar rules baby!

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obs – como não tenho uma categoria para fotografias, decidi deixar este post no “entre estantes”, afinal os premiados provavelmente serão publicados em livro. não criei uma categoria porque apenas gosto de fotos (não dá para ser mais amadora do que eu neste quesito). não tenho como comentar sobre a luz, sombra e muito menos fazer qualquer menção a possíveis referências… não que eu seja uma expert nas outras coisas que posto aqui, mas eu consigo falar sobre qualquer uma delas por meia hora sem parar pra respirar, já fotografia… talvez eu consiga por meio minuto (meu otimismo é imortal, meus caros).

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snakebites

geração beat lucrando from the grave ou quase isso

“A geração beat, expoente da contra-cultura norte-americana dos anos 50, já está beirando o mainstream”… Primeiro parágrafo – na FSP Ilustrada –  para apresentar a nova HQ “Os beats”, de Harvey Pekar. Sabe aqueles maníacos pelo underground? Cuja maior alegria é ficar num eterno blah blah blah sobre a singularidade, não só do objeto de adoração, mas deles próprios? Daí, quando o tal do objeto começa a alcançar novos fãs/status o primeiro passo é o de repelir o antigo amor (tascando pechas de traíras, vendidos e outros similares), buscar um novo obscuro para continuar a usar o label de “eu sou underground, yeah”… Ultra boring! Eu quero é luz nos meus adorados (encerrando os custos nada saborosos da importação).

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Uhuh ouvindo agora My generation, mas pela deliciosamente insana Patti Smith… Muito a calhar. Viva o bom schuffle!

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Todavia, não discordo do autor da matéria publicada na Ilustrada, o sr. Diogo Bercito. No último mês fiquei sabendo de três grandes lançamentos envolvendo a geração beat. Todos agora serão meus objetos de consumo (a gente tem que começar o ano bem acompanhada).

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Prenda de ano novo número 1:

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só garotos

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“Só Garotos” livro autobiográfico de Patti Smith que retrata o encontro artístico e amoroso da mãe da poesia musical e suja dos anos 70 com o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Ah, como pano de fundo ainda tem as conversas dela com Allen Ginsberg. Descolei o trecho a seguir aqui:

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‘Eu estava sempre faminta. Meu metabolismo era muito rápido. Robert conseguia ficar sem comer muito mais tempo do que eu. Se estávamos sem dinheiro, a gente simplesmente não comia. Robert ainda conseguia funcionar, embora ficasse um pouco agitado, mas eu parecia que ia desmaiar. Uma tarde chuvosa fiquei com desejo de um daqueles sanduíches de queijo e alface. Procurei em nossas coisas e achei exatamente 55 centavos, coloquei as moedas em minha capa de chuva cinza, com meu chapéu de Maiakóvski, e fui ao Automat.

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Peguei minha bandeja e depositei as moedas, mas o vidro não abriu. Tentei de novo sem sorte e então reparei que o preço havia subido para 65 centavos. Estava desapontada, para dizer o mínimo, quando ouvi uma voz dizer: ‘Posso ajudar?’.

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Virei-me e ali estava Allen Ginsberg. Nunca havíamos nos encontrado antes, mas sem dúvida era um dos grandes poetas e ativistas do país. Olhei para aqueles intensos olhos castanhos envolvidos por uma barba escura e cacheada e simplesmente assenti. Allen acrescentou os dez centavos que faltavam e ainda me pagou um café. Sem palavras, acompanhei-o até a mesa, e então ataquei o sanduíche.

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Allen se apresentou. Ele falava sobre Walt Whitman e comentei que havia sido criada perto de Camden, onde Whitman fora enterrado, quando ele se inclinou para mim e olhou com mais atenção. ‘Você é menina?’, perguntou.

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‘Sou’, falei. ‘Algum problema?’

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Ele só deu risada. ‘Desculpe. Achei que você fosse um menino bonito.’

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Então entendi tudo.

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‘Bem, isso quer dizer que devo devolver o sanduíche?’

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‘Não, aproveite. O engano foi meu.’

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Ele me contou que estava escrevendo uma longa elegia para Jack Kerouac, que havia morrido recentemente. ‘Três dias depois do aniversário de Rimbaud’, falei. Apertei a mão dele e nos despedimos.

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Algum tempo depois, Allen se tornou meu bom amigo e professor. Vez por outra lembramos de como foi nosso primeiro encontro, e ele uma vez me perguntou como eu descreveria quando nos conhecemos. ‘Diria que você me deu de comer quando eu estava com fome’, respondi. E de fato foi assim.”

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SÓ GAROTOS
AUTORA Patti Smith
TRADUÇÃO Alexandre Barbosa de Souza
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO entre R$ 32,00 – R$ 39,00(240 págs.)

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Prenda de ano novo número 2:

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beat memories

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Beat Memories – The Photograhps of Allen Ginsberg. É fato um tanto notório entre alguns amigos a minha ausência de paixão por poesia, mas a realidade não é tão estática e intransigente assim. Tem uns caras que eu amo (e nem tão secretamente assim): Kaváfis, Pessoa e ando um pouco caidinha pelo Ginsberg (reparei agora que meus diletos têm – no mínimo – uma certa ambivalência… Estranho, estranho, estranho. Mas vamos ao que interessa. As fotos de Ginsberg. Não tenho capacidade de avaliar a arte e meu gosto vai bem no caminho carne de vaca… Sou apaixonada pelos cliques de Annie Leibovitz (ambivalência?!). Por que o livro me interessa? Vejam dois exemplos:

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burroughs e kerouac

William Burroughs e Jack Kerouac

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neal cassady e natalie jackson

Dean Moriarty… oops, Neal Cassady e Natalie Jackson

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É a geração beat impressa em preto e branco. Até consigo me imaginar num dia perfeito (também em p&b, é claro): banheira, jazz,  whisky e “Beat Memories”. Ai, eu preciso muito de uma banheira (top #1 na minha lista de desejos).

BEAT MEMORIES
AUTOR Allen Ginsberg
EDITORA Prestel USA (importado)
QUANTO US$ 49, 144 págs. (cerca de R$ 115 mais taxas pela internet)

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Prenda de ano novo número 3:

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beats_capa

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Os Beats. Na realidade eu só conheço “American Splendor” (veja trailer abaixo), do Harvey Pekar. Well, se Beats for  metade de “American…” só digo uma coisa: Uau. Eu queria ler a HQ, mas isso fica pra outro momento de gastos… Geração beat em quadrinhos?? Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Gregory Corso e LeRoi Jones? Em quadrinhos? Esse é pra casar!

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OS BEATS
Harvey Pekar
Tradução: Érico Assis
Editora Saraiva – Selo Benvirá
2010 / 1ª edição
R$ 39,90 / 208 páginas

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Despeço-me ao som de Hôtel Costes, Vol. 9 – Djako – Paris… Demain Matin. Não faço a menor ideia do que seja, mas o som é adoravelmente e deliciosamente estranho.

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snakebites

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PS – > Alguém quer ligar pra minha gerente e avisar que as coisas ficarão um pouco vermelhas, mas que em fevereiro eu arrumo? Ainda tenho que comprar a trilogia de Poderoso Chefão (qualé? a pechincha está em R$ 49,90! na FNAC).

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novos snakebites

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