NET cucaracha!

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“Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você”

 [Agora só falta você, Rita Lee]

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Fiquei com parte da ideia da música na cachola. A mudança preconizada nem seria tão dramática. Ontem foi um belo domingo de futebol para corinthianos, não? A gran rede Bobo deixou na programação Palmeiras vs. Ceará, ou seja, sobrava a possibilidade de cair pro boteco e assistir por lá. Resolvi descobrir como funcionava aquela negócio de comprar jogos pela NET ou ser sócia do PFC.

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Meu primeiro susto foi descobrir o valor por jogo, módicos R$ 90,00. De qualquer forma meu plano é tão, mas tão básico que não existe a opção de vincular meu pacote a compra de jogos! Ok, ok, ok! Falando com a atendente demorei um pouco pra me recuperar e aventar outras possibilidades. Hm, e como funciona o PFC? Meu pacote também não me dá oportunidade de pagar R$ 48,00 (promoção atual) para ser sócia.

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Qual o problema da NET? Eles não têm capacidade para atender os pobrecitos do pacote básico? Eles não querem um maior volume de cash? Qual o problema da NET? Bem, acredito que essa pergunta seja para algum PhD gastar neurônios.

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A solução imediata foi assistir no boteco mais palmeirense da cidade. Poxa, tem maior felicidade do que ver o Palmeiras engolir a seco 2 x 0? Continuar a olhar pro Santos na rabeira da tabela? Nah, tem sim, assistir o Todo Poderoso tascar um, dois, três, quatro… cinco gols no pomposo São Paulo. Ah, espero que as próximas quartas, sábados e domingos continuem com essa belezura toda!

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Valeu Danilo Dorminhoco – rouba a bola, respira, deixa zagueiro e goleiro no chão antes de partir pro abraço. golaço!

Valeu Liedshow – o homem nasceu pra ser camisa 9. Centro-avante é assim. #liedshow três tentos!

Valeu Jorge Henrique – o troncudinho marca, e ainda corre pra alimentar com galináceo qualquer pomposidade que subsista!

Domingão pra alvi-negro paulista nenhum botar defeito. Quer dizer o “Professor” Tite lembrou o penâlti não anotado pelo juiz… Mas deixemos quieto, a garganta já está mui cansada. Gol! Gol! Gol! Gol! Gol! ufa!

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pílulas bem-vindas de melancolia

Ahá-Uhú, o Pacaembu é nosso!

Estou num engenhoso monstro de metal, aço e vidro. Sim, um prédio, mas não qualquer amontoado de cimento e suor. O prédio recebe e se despede de centenas de enfermos todos os dias. Entretanto, o que está me emocionando neste instante único são as luzes e o calor que emana de outro amontoado de cimento, desespero, suor e alegria (e todos os tipos de lágrimas). Ah, e não nos esqueçamos do tapete trançado por natureza e mãos humanas.

Neste momento vejo o Estado Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido pelos amantes da pelota pelo nome do bairro em que está localizado, isto é, Pacaembu. Agora já são quase 18:00 e  a noite caiu faz algum tempo. Começo a ver o Pacaembu se iluminar, talvez para mais uma batalha ou quem sabe um show, ando tão atordoada com fantasmas que desconheço as cores dos guerreiros ou festeiros de hoje.

Por um breve segundo penso nas pessoas às costas, todas lutando por mais vida. Permaneço mirando o velho Pacaembu, mas alguns pensamentos soltos começam a ganhar corpo: Onde estou ninguém quer meramente sobreviver, a vontade é pela vida, o desejo é parar de abraçar a sobrevida e viver, de fato. Por algum tempo o meu “espelho interno” grita um certo egoísmo, uma certa ausência de solidariedade (talvez falta de comiseração), mas o grito vira sussurro. E afasto a sensação de que seria muito feio pensar nas festas e choros promovidos pelo futebol ou pelo rock n’ roll. Não é tudo vida? O desejo desses meus irmãos desconhecidos não é a mesma sensação que tenho agora ao ver, pela primeira vez, as luzes do Pacaembu iluminado o gramado?

ICESP – O amontoado de muita engenhosidade que dá “a linha” pra ver o Paca

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e ciao sampa!

Oscar, comida para lonely ones & livro bônus

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Lembro-me de quando varava a madrugada assistindo a cerimônia do Oscar, sempre muito chata, longa e, normalmente, previsível no que concerne às premiações. De uns anos para cá deixei o glamour do tapete vermelho do Kodak Theatre para outros insones.  No máximo, o que atrai minha  atenção no dia seguinte (via jornais e tevê) são os looks (cabelos e vestidos). Quem conseguiu arrancar da memória aquele “vestido” que a Björk usou na premiação de 2001? Meu sub-consciente, vez por outra, ainda faz renascer (literalmente) aquele cisne em sonhos nada fofos…

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Neste Oscar de 2011, nem os looks conseguiram lançar alguma faísca ou formigamento. A única coisa bacana é o movimento “pós-Oscar”. Somente com a aquisição do peladão dourado é possível fazer alguns filmes entrarem no circuito caipira. Verdade, por aqui não é qualquer blockbuster que consegue permissão para entrar nas salinhas. Perdi “Biutful”, o filme sequer passou de uma semana em cartaz… (ok, a culpa foi minha). Mas se eu quiser endemonizar meus olhos e mente, o Justin Bieber conseguirá fazer isso por “mais de mês”, quer apostar? De qualquer forma, mesmo que não tenha vencido, acho que finalmente conseguirei assistir “True Git” (“Bravura Indômita”), dos irmãos Coen. Dedos cruzados!

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Culinária

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Bem, apesar de andar muito ressabiada com frango (o que vai à mesa, não o bicho, propriamente dito) por conta dum documentário assustador sobre o uso de hormônios nos penosos. Tenho matutado à beça sobre isso. Já restringi o consumo de carne vermelha praticamente a zero (o blah blah blah dos antibióticos e afins ministrado nos bichos organizou um “apavoramento mental”), agora teria que tirar o frango da dieta? E ainda tem a questão de metais nos peixes.

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Ok, já consumo (ainda que não muito feliz) proteína texturizada de soja, mas será que viverei à base daquilo pra sempre? Ok, ok, ok existe o tal do selo verde, indicando um caminho mais saudável no trato e preparo dos penosos, mas o preço ainda tá muito salgado. Também há a questão dos pesticidas e outros blahs em vegetais e legumes. Diacho, essa tal de modernidade vai acabar me fazendo viver de luz? Oh no, peralá, ainda tem há a problemática do sol e seus efeitos nocivos. Está cada vez mais complicado se alimentar e não ter a sensação de culpa ou mesmo ficar com certas preocupações…

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AFF! Acho que desligarei a coisa do politicamente correto e deixarei as preocupações em suspenso… Por que falei das comidinhas proibitivas segundo o mundo verde? Bem, porque encontrei a receita abaixo. De repente, saber que o franguinho tem mais hormônios do que eu perdeu um pouco da importância… [clique na imagem e você será redirecionado ao site em que achei a receita e muitas outras delícias rápidas].

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Frango recheado com espinafre

Ingredientes

4 filés de frango

1 maço de espinafre
2 dentes de alho
azeite
sal
pimenta do reino preta moída
palito de dente

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Passo a Passo

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1. Comece levando ao fogo para ferver, uma panela com água. Enquanto aquece, retire as folhas do espinafre e jogue os talos fora.

2. Coloque as folhas na água quente e deixe por 3 minutos. Escorra e pique o espinafre.

3. Em uma frigideira, coloque um fio de azeite, o alho já picado e doure. Em seguida coloque o espinafre, deixe secar por uns 5 minutos e tempere com sal e pimenta.

5. Pré aqueça o forno em 180º C.

6. Agora vamos rechear o frango. Abra os filés já temperados com sal e pimenta e coloque um pouco de recheio, varia a quantidade com o tamanho do filé, mas não coloque muito. Vá enrolando o filé até formar um rocambole de frango e prenda com palitos de dente.

7. Em uma assadeira, coloque um outro fio de azeite e disponha os filés enrolados e presos no palito, sempre com a parte onde foi fechada para baixo.

8. Asse por 20 minutos ou até dourar levemente em cima e está pronto!

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Ainda não testei a receita, mas acho que não tem como dar errado, preciso dar um pulo no supermercado e revitalizar minha geladeira… (rs). Não estou pronta pra voltar a ter carne em casa, mas franguinho é sempre mui bueno e voltará a ser bem-vindo.

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Entre estantes

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Hm, mudando totalmente de assunto, por renovar a assinatura da Folha de S. Paulo ganhei “Um certo capitão Rodrigo”, do Érico Veríssimo, da coleção “Folha – Grandes Escritores Brasileiros”. A Folha já foi bem mais generosa em termos de prêmios, bônus etc. e tal, mas confesso que fiquei entusiasmada. Confesso também que minhas prateleiras não conhecem obra alguma do grande Érico Veríssimo. Outra confissão (um tanto mais óbvia pra quem acompanha os posts daqui) é que nem me lembro da última sensação de encantamento por um romance nacional. Duvido que o Veríssimo-Pai não seja capaz de me seduzir. Interessante oportunidade de mudança de perspectiva literária (e geográfica) e que ainda serve como homenagem à literatura gaúcha que perdeu ontem Moacyr Scliar, um dos contistas mais ilustres da Terra de Pindorama – ok, ele não era somente um contista, mas era a verve que eu mais admirava. Homenagem torta, eu sei, mais ainda assim homenagem, né?

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snakebites

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ps -> só para continuar a registrar meu medinho: será que dá pra passar a Copa & Olimpíadas pra outro interessado? Camaradas, não tô nem falando da grana que vai escoar pra bolsos já bem abarrotados de notas de todas as raças e cores, mas caramba, alguém viu o estado que o Morumbi ficou ontem (SPFC 1 x 1 Palmeiras, pelo Paulista)? Isto é, se no melhor estádio de São Paulo aconteceu aquele charabiá todo, imaginem o que pode ocorrer com os outros estádios feitos às pressas?? Medo, medo, medo – pavor, pavor, pavor – terror, terror, terror…! A única coisa boa é que o mês das festividades esportivas não ocorre em períodos de chuva, mas eu desconfio de tudo, sacam “aquecimento global”? Doideira climática? É pois é… Toc-toc-toc!

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ps 2 -> estão botando reparo no Liedshow? Cingo jogos, sete gols? A felicidade não está só ali na frente, a coisa está se firmando, ficando bonita de se ver… Será que rola uma performance a la 2009? hein?

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novos snakebites

Fenômeno!

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Ronaldo é o único (ex) atleta que eu não preciso procurar no Google ou no Wikipedia para saber os times em que ele atuou. E, exceto pelos tempos de São Cristovão, ele também foi o único atleta que assisti e vibrei por onde quer que passasse. Isto é, apenas uns quatro anos nos distanciam, então pude acompanhar seus passos, suas vitórias, derrocadas e, principalmente, suas superações. Não foram poucas. A cada nova lesão eu me perguntava se ainda valia continuar martirizando o próprio corpo e, talvez a imagem. Para o pessoal mais velho e para mídia, o melhor jogador e o atleta do século XX sempre terá a marca Pelé. Mas eu estou nos meus 30 anos, não vi o Pelé jogar. Até já assisti suas jogadas geniais e gols decisivos em documentários e/ou especiais, mas eu não vi o Pelé jogar. O que eu vi foi o Ronaldinho, o Fenômeno e o Ronaldo. O maior craque da camisa nove que já passou por esta Terra 616. Quando começou a ser cogitada a possibilidade dele voltar a vestir uma camisa de um time brasileiro eu fiquei feliz e, sinceramente, nem me dei conta de que ele estava vindo jogar no meu Corinthians. O Ronaldo que eu cresci assistindo performances nos maiores times europeus (ah, vá lá… do mundo) estava vindo jogar num time que tem tradição somente em território nacional? Não sou uma frustrada pela ausência de Libertadores. Gostaria de ver o título no rol dos inúmeros que o Corinthians já possui? Indubitável e apaixonadamente, isto é, sim! sim! sim! Mas como já postei aqui (fotos após a terceira colocação no Brasileiro de 2010):

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O corinthiano é uma espécie rara, as zombarias vindas dos torcedores dos principais times do Brasil  (e, principalmente da capital paulista) incomodam, mas não transmutam o amor. Já vi corinthianos possessos com uma derrota, mas nunca envergonhados de responder por qual time são loucos. E, se um flamenguista doente, como ele próprio já se colocou, pôde se encantar com o Timão (e vestir a camisa em todos os sentidos) isso só reafirma essa doença, minha doença alvi-negra.

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Não lamento a saída prematura do Ronaldo, não fossem as lesões e sua saúde, ele poderia nos seduzir com sua arte por mais alguns anos, quem sabe? Mas o que esse Fenômeno já fez pelo o futebol está anotado na História e na memória afetiva de todos os torcedores, não apenas dos times em que ele jogou.

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Em 1993 eu entendi que aquele moleque franzino e dentuço faria muita História no futebol, mas eu nem tinha ideia do quanto dessa História ele escreveria. Pesquei um vídeo mais do que conhecido por todos, mas que traduz o que estou querendo dizer:

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OBRIGADA RONALDO! E SIM, FOI TUDO LINDO!

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ps 1 – só pelo Fenômeno para gastar 1 hora fazendo colagem das imagens do Ronaldo, lamento a dele no Barça ter ficado tão pequena…

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ps 2 – e aqui fica um recado “praquele” Cristiano: Ronaldo só existirá um!

ps 3 – já ia me esquecendo: Happy Valentine’s day para tod@s!

ps 4 –  fiz o post numa tacada só, ainda estou me habituando com a questão de como conjugar o status do Ronaldo… foi/é… Achei que já corrigi os maiores problemas… rs

 

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snakebites

quarta freak

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Não preparei meu espírito para esta quarta-feira. Já mencionei em outro post a relação tortuosa que tenho com as quartas: a única coisa que salva a srta. insossa é o futebol. Bem, o jogo ainda está rolando (43:37), 2 x 0 para o Deportes Deportivo Tolima e o Corinthians acabou de “perder” um jogador porque o Sr. Ramirez não consegui ficar um maldito minuto em campo.

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Não sei se o ano será um fiasco para o – atualmente – nada Poderoso Timão, mas o que se anuncia não é nada bom. Em termos de qualidade técnica o time está uma verdadeira piada (a exceção fica por conta do goleiro Júlio César, ando irritada até com o Jucilei e Jorge Henrique, meus diletos). Veremos o que acontecerá no domingo (brrr Palmeiras brrr). Fingers crossed!

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Pulando do futebol para outros assuntos: LITERATURA, daquele tipo que você não precisa fichar (aleluia irmão!), no máximo anotar uma passagem interessante. Hm, mentira! Terminei de ler “Só Garotos” (Just Kids) da roqueira-poetisa-musa mais adorada desta escriba: PATTI SMITH. Agora sou obrigada a adicionar outro título: prosadora/novelista/romancista, enfim como preferirem, desde que a menção tenha o signo de fabulosa ou fantástica (talvez os dois seja mais justo).

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Patti Smith & Eu – Primeiro encontro:

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Quando ouvi “Easter” pela primeira vez… Não, minha iniciação não foi ouvindo, foi vendo a capa do álbum:

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Eu tinha uns 14, 15 anos e fiquei intrigada por aquela mulher desgrenhada e com as axilas nada depiladas. O inverso de como a imagem feminina (ainda) é vendida, promovida. A capa falou pra mim: “eu sou completa, eu sou livre e não há nada de errado nisso, não pedirei desculpas por ser eu mesma” (alguma lembrança de “Jesus died for somebody’s sins but not mine“?).

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Peguei o álbum e escolhi pra começar Rock n’ roll nigger. Violenta, crua, doída, ácida. Eu fiquei apaixonada instantaneamente (existe outro tipo de paixão?). E a primeira impressão que tenho dela tem as mesmas qualidades da música: violenta, crua, doída, ácida.

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Quando vi que sairia “Só garotos” imaginei uma auto-biografia da mesma monta. Não, nada disso: eu li vi uma Patti muito maior. A ideia que eu fazia dela foi transmutada, pra dizer o mínimo. Eu vi uma mulher terna, encantada pelo mundo das artes (as que existem e as que ela sonhou e ainda sonha) e, especialmente, encantadora. Ao ler parecia que ela estava ao meu lado contando a estória da sua vida, todos os desejos e anseios: A fuga para algo além do universo quase rural que ela vivia para a cintilante Nova York. Sem grana, sozinha e sem ter a menor ideia de como se ajeitar. Apesar do cenário desolador ela não se abate e pelas mãos da fortuna encontrou um amor para toda vida: Robert Mapplethorpe. A maneira como os dois se apoiam e se unem para transformar a própria existência em arte é algo único. A narrativa é tocante, Patti está lá, toda exposta para nós contando o que é amar outra pessoa (e amar o processo de criação do outro como seu).

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Fui passar dois dias em sampa, comprei o livro segunda-feira à noite. Folheei para ver as fotos de Robert e de sua musa e alucinei pela capa, o mundo www não possibilita a compreensão de como ela consegue ser fosca e, ao mesmo tempo, brilhante (nos dois sentidos). Majestosa e delicada. Tem que ter o livro em mãos para saber do que estou falando (minha paixão por livros não é “somente” pelo conteúdo).

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Terça-feira voltando pro meu mundo caipira ganhei quatro horas para devorar um pedaço do livro. Normalmente fico enjoada quando leio no ônibus, desta vez meu enjôo só principiou quando desci na parada pra tomar um café.

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Eu quis fazer anotações de inúmeras passagens, mas são tantas e tão incríveis! No meio do livro decidi que precisaria relê-lo com mais tranquilidade (ou menos fome de Patti). Estou com vontade de fazer uma playlist das pessoas musicais que ela cita no livro e usá-la como trilha sonora para a viagem que “Só Garotos” é. Tim Hardim, por exemplo, só fui descobrir e me deliciar no ano passado…! O livro é repleto de referências (muitas ainda desconhecidas).

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ps 1 – quem quiser se encontrar com a Patti terá um aprendizado além da estética familiar que o nome dela evoca (música, poesia, prosa, artes gráficas etc.)…  É algo transcendental. Kant não nos diz que a estética transcendental é uma ciência que agrupa todos os princípios da sensibilidade (ou algo assim? Filosofia nunca esteve perto de ser a minha praia). Acho que a Patti Smith é um pedaço disso e talvez um pouco mais…

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ps 2 – não se perca em certas “ilusões”: o livro é sobre os anos de formação dela e de Robert Mapplethorpe como artistas (no sentido mais lato do termo), isto é, os anos da juventude… Embora a fama ainda não esteja presente na vida do casal é possível observar incontáveis ícones da música, literatura e artes plásticas passando por eles (veja aqui um exemplo). Hey, Chelsea Hotel, diz algo a você? O mundo aconteceu por lá.  Lembra da música? A geração dos anos 60 para 70 teve que passar por lá.

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ps 2.1 – a fase posterior (de ambos) já foi mais do que escrutinada, não? Ou seja, não espere por algo parecido com o livro de Keith Richards (pode ser muito interessante, como a crítica especializada vem apregoando, mas os trechos que vi até agora remetem a um catálogo de fofocas, nada contra. Todavia, não pago para saber o tamanho do “pacote” de Mr. Jagger).

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ps 3 – para os aventureiros outra coisa a ser dita, eu os desafio a não se arrepiarem quando ela conta sobre o primeiro show “de verdade” que ela fez (tem a presença  de… Mr. Maior Poeta Americano do Século XX).

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ps 4 – a figura com as mãos no início deste post? ah, inspirada nos processos de transformação e desconstrução (êta Derrida!), de Robert como artista, eu quis apontar minha “nervosidade” relacionada ao futebol fragmentando um trabalho dele (a visão dele do alfabeto surdo-mudo), você consegue imaginar o que está escrito? Algumas “letras” não correspondem exatamente ao supracitado alfabeto.

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Fluminense campeão brasileiro de 2010

fluminense

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Deu-se o já esperado: Fluminense vencedor do campeonato mais disputado do mundo (pelo menos é como a mídia tem chamado o Campeonato Brasileiro). Venceu o time que disputou de maneira mais estável e tem o craque do campeonato (quem não gostaria de ter o Conca em seu time?). Não há sentido algum em desmerecer o Fluminense (por ser corinthiana). A única coisa triste para quem é paulista e gosta de futebol foi a pífia apresentação dos times de São Paulo no segundo semestre. Nem quero falar de possíveis “entreguismos” na reta final do certame, mas por dois anos consecutivos o futebol carioca levantou a taça. Isso é triste para o futebol do estado (afora ter tido dois descensos, Grêmio Prudente e Guarani), como também é triste para o corinthiano ter visto o time (completinho) não conseguir se despedir de 2010 com uma vitória. Digo isso por dois motivos: hoje também se deu a despedida do capitão William (34 anos) do futebol e por uma questão técnica: com a vitória do Cruzeiro e o empate do Corinthians restará ao alvi-negro da capital a obrigação de fazer parte daquela “pré-Libertadores”. Bem, o que posso dizer? Ganhou o melhor futebol e o que teve mais consistência durante todo o segundo semestre (ter tido três treinadores, muitas contusões também não ajudou o Todo Poderoso).

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Aqui fica o meu melancólico parabéns aos torcedores do Flu e ao excelente Muricy Ramalho (pelo visto ele acertou ao recusar o cargo de técnico da amarelinha…). Mas aqui também deixo os parabéns à torcida mais fiel e bonita do planeta além de um pusta elenco!

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Ainda nos vestiários, após o empate com o Góias (algoz mesmo rebaixado) Ronaldo postou no Twitter uma foto sua com a camiseta que o fornecedor de material esportivo do clube tinha preparado já prevendo que o Timão não conquistaria o título brasileiro. Sei que parece coisa de mané, mas gostei.

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* Crédito imagem: http://bit.ly/hv0DRu

downs, olson e pó de arroz carioca engolindo a seco

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Apenas para constar: acabou a onda de perder fora de casa (no caso de ontem pouco me importa o Engenhão ser do Bota…). Bem, ontem eu estava num estranho pique a la rational choice (coisas ruins acontecem com todas as pessoas, mundanas ou não) e quem me salvou desse alheamento? O poderoso Timão!

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Jogo bem jogado e na tevê aberta. O Poderoso requisitando minha presença frente à tela para observar o encaminhamento para o levantar de taça em dezembro… Alguma dúvida?! E o interessante é que nem temos precisado do Ronaldo (não querendo desmerecer o craque, mas se ele quiser voltar a jogar bola… um spa e treinamento – inclusive tático – são fundamentais)! Agora voltarei aos finalmentes da escolha racional.

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E um high five virtual no Jucilei, o cara já é talento essencial para os jogos. Não consigo imaginar o Corinthians sem ele, Elias e Jorge Henrique…  ainda demora para alguma comoção mais vigorosa em relação ao Bruno César (o cara ultimamente anda mesclando modos on/off demais, parece o Danilo – tempos de SPFC!).

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