Bonecão de Olinda’s Special

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Li nalgum site de música que “Macaco Bong” deveria ser escutado e compartilhado. Baixei o álbum “Artista igual pedreiro” e não me apaixonei pelo som porque – como tantos outros discos – demorei horrores para escutar. Entretanto, ontem a Bonecão de Olinda retificou minha posição: “Escute porque é bom demais!”. É a mesma amiga que me apresentou Portishead. E sem desconfiança coloquei o som pros meus vizinhos ficarem um pouco mais irritados comigo. Macaco Bong é um power trio de Cuiabá que faz um rock instrumental psicodélico de primeira linha. Compartilho abaixo com vocês! Aproveitem!

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Para conhecer um pouco mais o pessoal do Macaco Bong: http://www.myspace.com/macacobong

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E no papo de música continuaremos nosso blah-blah-blah. Acredito que na adolescência eu curtia uma ou duas músicas do Faith No More e quem diria que um dia eu gostaria daquele escroque do Mike Patton?  Pois é, o danado resolveu fazer um álbum de música italiana. Hm, direi a verdade: baixei somente por curiosidade, pensando em como ele estragaria algumas pérolas da terra da bota. Ledo engano! Mondo Cane é pra vovó, titio e pra você, camarada rocker sem preconceitos!

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Caso você queira saber um pouquinho sobre os caminhos do vocalista do FNM para fazer algo tão especial: http://www.revistaogrito.com/page/blog/2010/07/04/critica-mike-patton-mondo-cane/

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Aporias, aporias, aporias: Doppelgänger

Paul Klee

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“O querer saber de ver

Sem o outro te ler

Feito sombra à noite

Se perdendo à margem da foice”

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As travessuras humanas: limação do Id

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Há pouco tempo caiu em meu colo (mais) uma crítica acerca de “Strange Case of Dr. Jekyll & Mr. Hyde” (“O médico e o monstro”) e, para variar, o deslize de sempre: primeiro, tratando a obra de Robert Louis Stevenson como clássico de terror (e, não de horror psicológico) e; segundo, valendo-se de uma superficial explicação maniqueísta para desvendar a trama do Doutor benevolente. A estória vai muito além do médico que, valendo-se de conhecimentos químicos procura uma “poção” para aniquilar a perversidade do humano.

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A novela retrata de maneira visceral a dualidade perene e inerente a qualquer ente. A peleja do Doutor desenha-o, por assim dizer, tal qual um Cândido (que Pangloss, que nada!). E, nosso Doutor acredita ser possível extirpar a semente do mal de cada um de nós a partir de um simples gole mágico. Tal debilidade é o elemento que transforma Jekyll em mero espectro ante a contundente presença de Mr. Hyde, isto é, a crença vazia de que é possível moldar o caráter e construir o devir a partir de alquimia. Sabemos como a arrogância de nosso titereiro torna-o inerme diante da moral do século XIX (assim como Victor Frankenstein). Todavia, somos cercados de exemplos da perversidade do humano no momento em que ele se endeusa. Em certa medida – saltando um século – lembra o conto de Philip K. Dick, “The Minority Report”, no sentido de punir o ser antes da ação ou, como “purificar” o que ainda não está “impuro”. De igual monta, como criar a perfeição (bondade) quando seu único espaço é o imaginário e, mesmo assim, não um imaginário coletivo, afinal a acepção do ser perfeito reside em compreensões particulares.

O desejo pela onipotência sempre serviu de força motriz aos fascistas mais narcisistas da História. Embora o caso do Doutor Jekyll parta da premissa de boa vontade (ou do bem universalizante) a verve autoritária está mais do que presente, não?

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São incontáveis os trabalhos relacionados ao homem que procura transmutar o universo de acordo com suas ideias particulares de perfeição. Não acredito em Deus, deus ou qualquer coisa que o valha, porém meu agnosticismo tem um certo poder que não me conduz ao ateísmo circunscrito e, por vezes raivoso. Contudo, ainda assim, parece-me que o caminho para alguma fé espiritual está bem melhor pavimentado do que para alguma fé na humanidade. São tempos de desconstrução derridiana.

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E-book (clique na imagem para download):

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Cândido ou o Otimismo, de Voltaire

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“O médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson (o e-book não está nas melhores diagramações, mas serve para os eebertoon aan macunaima que dispensam uma visita à biblioteca…)

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Boa leitura!

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Ah, tem uma “homenagem” do The Who ao trabalho de Mr. Stevenson. Dê o play!

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The Who – Dr. Jekyll & Mr. Hyde

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Preconceitos visuais e auditivos – vol. II

Não conheço vivente algum que não possua uma, duas ou mil vergonhas musicais. Eu sequer sei a quantidade das minhas…  Muito menos sei da possibilidade de mensurar algo assim. De qualquer forma, meus amigos de caráter musical mais pop acham meu ouvido excessivamente roqueiro, já para os roqueiros de plantão sou uma traidora da raça. Nesse limbo esquisito vou vivendo…

Em 2010 decidi deixar as vergonhas em casa, o meu cantarolar ou execução de passinhos em plena via pública estava começando a ficar embaraçoso, não combinava muito com a pretensa adultice que eu deveria incorporar.

Solução? Resolvi deixar minha playlist mais sóbria. Por um lado foi ótimo, passei a conhecer novas sonoridades e anulei possíveis constrangimentos sistêmicos. Todavia, nas viagens para sampa (especialmente nas viagens para sampa) eu ficava entediada com tanta sobriedade. E, diacho (ou seja, causodiquê?), o paulistano não tem tempo para ficar vendo quem tá alucinando com música, muito menos eu trombaria com algum professor, certo? Darei sopa pro azar!

https://www.youtube.com/watch?v=QtxlCsVKkvY

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Preconceitos visuais e auditivos – vol. I

Ontem eu fui tachada de preconceituosa, disseram-me que, por conta disso, sou incapaz de absorver as mudanças do novo cenário do pop. Não é segredo que sou chegada num pop (embora um tanto datado…). No momento estou ouvindo “Wild boys”, Duran Duran, preciso ser mais explícita? Sou uma garota rock n’ roll, mas o sangue pop também corre em minhas veias…

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Sempre escrevo meus artigos e ensaios à mão, só depois digito, parece que dá um pouco mais de trabalho. Entretanto, o processo de reescrever melhora a qualidade do texto e me permite ajuda a ser um pouco mais sintética.  Ademais, eu consigo ouvir música enquanto estou digitando, mas nunca quando estou em pleno processo criativo (posso ouvir de Wagner a Iron Maiden). Então hoje resolvi tirar a prova dos nove:

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Nesta quarta eram muitas páginas a digitar, resolvi trabalhar na sala com a tevê ligada, deixei na MTV. Descobri algumas coisas interessantes. O “30 Seconds to Mars” tem um clipe (agora o título me fugiu, talvez Hurricane ou coisa que o valha) super bem produzido, parece coisa de cinema, já o som não me ganhou. Nos intervalos da programação aconteceram coisas esquisitas, um comercial da própria rede mostra um pessoal num churrasco (com meninos barangos e meninas lindas, claro! claro! claro!), de repente um leiteiro passa, deixa uma caixinha de leite com o logo da MTV, uma das meninas bebe… Daí acho que ocorre uma homenagem a Lady Gaga e seu vestido de carne.

Explico, a menina que bebeu o leite pega um bife sangrento (pingando mesmo) e passa pelo próprio corpo, depois no corpo de outra menina e então elas começam a se entreter em termos errr sensuais e os baranguinhos voyeurs ficam lá, como baranguinhos voyeurs que são. Retorna a programação e agora tem a Sandy com um clipe existencial (“Quem eu sou” ou algo assim, perdi o título… de novo), nada contra a moça, mas será que ela consegue ter uma voz mais irritante? Não, não me entendam mal, não acho que ela seja desafinada, mas o som dela respirando já me enerva.

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No momento tem a Restart, num daqueles comerciais de SMS para receber músicas. Até hoje eu chamava os coloridos de “o” Restart, agora sinto-me mais sábia a respeito do universo musical brasileiro teen.

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Outra pequena descoberta, a Pitty (sim, a “roqueira” baiana) tem um projeto paralelo chamado Agridoce. Não gosto dela, mas Agridoce não me parece tão chato quanto a tentativa de fazer rock… meio ponto para ela.

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Ok, aguentei quase duas horas de MTV. Talvez o que eu possua não seja (ainda) conceito, mas não irei lamuriar a respeito deste preconceito arraigado.

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O pequeno exercício de alteridade me deixou deveras mal-humorada… Mas nada que o Jorge Ben, quando ele era somente Ben não resolva.

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Despeço-me ao som de Jorge Ben “Os alquimistas estão chegando”.

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54º Prêmio World Press de Fotografia

Selecionei algumas fotos do 54º Prêmio World Press de Fotografia, algumas são chocantes (não que algumas aqui também não sejam fortes), quem quiser ver todas dê uma olhada no link ao final do post.

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Antigo mercado de Porto Príncipe, foto de Riccardo Venturi (Itália)

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Observando a metrópole, foto de Martin Roemers (Holanda)

3

Protesto em Bangcoc, foto de Corentin Fohlen (França)

4

Julian Assange (Wikileaks), foto de Seamus Murphy (Irlanda)

5

Britânico Thomas Daley (trampolim de 3 m), Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura, foto de Adam Pretty

6

Lutadoras bolivianas (Carmen Rosa e Yyulia la Pacena), foto de Daniele Tamgni (Itália)

7

Homem carregando tubarão em Mogadíscio (Somália), foto de  Omar Feisal

8

Desfile de Valeria Marini, semana de moda em Milão, foto de Davide Monteleone (Itália)

9

Iêmen, refugiados dormindo no deserto, foto de Ed Ou (Canadá)

10

Tour da Eritreia, foto de Chris Keulen (Holanda)

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Salto de suicida em Budapeste, foto de Peter Lakatos (Hungria)

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Coloquei as duas fotos mais fortes para abrir e encerrar este post. Entretanto, reside uma dúvida acerca da última foto, o homem já estava em chamas e por isso pulou? Sendo essa a alternativa não dá para anunciá-lo como suicida, não é? Em outra alternativa, pensando que ele tenha ateado fogo às próprias vestes, o pulo seria para efeito dramático (para a família, amigos, noiva etc.), desespero motivado pela dor ou para ter a certeza absoluta e irrefutável de que não sobreviveria? Não é sarcasmo não, mas fiquei com a dúvida.

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Créditos das imagens acima e link para ver todas as fotos: http://goo.gl/aefmz

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Primeiro Ah. Ah, em relação a “Megamind”, não apontarei a animação como decepcionante, embora tenha um tanto ficado frustrada. Quando aprenderei a relaxar com a coisa da expectativa? Alguns filmes têm um trailer muito superior ao filme em si (caso de Megamente), mas ficou aquela sensação: vilão por vilão que depois se torna herói fico com “Meu malvado favorito” (Despicable me).

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Segundo Ah. Ah, hoje assisti o mais do que sofrível “As viagens de Gulliver”. É tudo ruim: os diálogos, a performance de Jack Black fazendo o mais do mesmo (tá na hora de se reinventar, meu filho!) e, principalmente, os efeitos especiais. Sabem as viagens espaciais do Chapolim Colorado? Pois é, algo desse naipe. Quer ver uma releitura deliciosa de Gulliver? Vá até a livraria mais próxima e compre o fantástico Gullivera, do sempre genial Milo Manara (+/- R$ 30,00). Ah, outra coisa em relação ao Jack Black, gosto dele pacas, mas acho que para fazer filme tosco desse jeito é melhor voltar as atenções pro Tenacious D.

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Rezaram pro Dio enquanto assistiam Kickapoo? Eu rezei do jeito rock n’ roll! Air guitar rules baby!

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obs – como não tenho uma categoria para fotografias, decidi deixar este post no “entre estantes”, afinal os premiados provavelmente serão publicados em livro. não criei uma categoria porque apenas gosto de fotos (não dá para ser mais amadora do que eu neste quesito). não tenho como comentar sobre a luz, sombra e muito menos fazer qualquer menção a possíveis referências… não que eu seja uma expert nas outras coisas que posto aqui, mas eu consigo falar sobre qualquer uma delas por meia hora sem parar pra respirar, já fotografia… talvez eu consiga por meio minuto (meu otimismo é imortal, meus caros).

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Led Zeppelin: em quantas músicas Plant não fala “baby”?


fonte: http://whiplash.net/materias/humor/122774-ledzeppelin.html

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Corny, lame and related…!

the-top-10-cheesiest-horror-movies-of-the-80s-572002

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Mondo Bizarro do Pop-Rock Anos 80-90’s, tirando os super bem produzidos clipes do Michael Jackson, Cyndi Lauper (lembram  desse?) e Madonna a coisa ficava feia pro lado video-roquinho (pensando bem acho que o Queen se salva na base da navalhada rs).

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As bandas de hard rock tinham praticamente o mesmo roteiro: uma estória besta, geralmente com “modelos-atores” esteticamente aprazíveis ao olhar segundo os ditames da moda… (claro, claro, claro), lembram-se da Stephanie Seymour, musa de Mr. W. Axl Rose?

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Fiquei tentando me lembrar de um clipe da horda hard rock que fosse engraçadinho-satírico-modernoso e que tenha feito parte da minha adolescência, chafurdei em minha não nada confiável memória até encontrar o grunhido-gemido-grunhido de Mr. Tyler… E não é que a paquera dos bate-papos (telefone e chats mundo afora), em que todos são o que pode existir de mais sensual da Terra 616 já se apresentava?

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Só consegui me lembrar desse clipe… Até que foi muito para os 32º deste sabadão… Hora da breja amiga, non? Aqui tem uma lista de alguns video-clipes que merecem uma revisão mais simpática…

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