novas pílulas de terça

Vire, vire todas as páginas que encontrar até que a felicidade deixe de ser névoa. Um pensar torto assim incrustrou-se  em mim e raivou o nada bendito eco antes do sonho me alcançar. Resisti ao sono em busca do amigo perdido. Não duvidem de mim, acho impossível estar mais alquebrada, andei todas as milhas desnecessárias que vi à frente e flertei com lirismo o suficiente para que, mesmo vigilante da necessidade de deitar as pestanas… algo inflamasse a vontade de voltar a ser uma escriba estupefata. Tenho escrito a prosa mais patética e inerme da História. Bah, talvez eu ande excessivamente infame e pretensiosa nesses tempos de pós-modernidade. A Academia faz isso. Sempre fui mais afeita aos prosadores, mas recai em minha sombra uma veia que teima em quebrar a prosa, fazer dela curta e muitas vezes ininteligível até para mim. Ou seja, olho e revisito todos os meus temores e lá está outro poema!

>

Já se foram muitas noites e ainda busco o primeiro verso do poema perfeito (todos eles nascem perfeitos, o desenvolvimento que destroça…). Ah, explico, relevei a importância de ter a companhia de caderno e lápis ao meu lado, como amantes, desta feita, quaisquer ideias deveriam se refugiar até a manhã seguinte para que eu – finalmente – desse a precisa voz. Resta-me a (não tão doce) ilusão magnânima de que o poema perfeito, na ausência de forma viverá em nula lembrança toda a perfeição. Algo a celebrar, não?

>

snakebites

>

– agora muito bem acompanhada de caderno (pobre dissertação “rascunhativa”) e caneta (meus lápis estão abatidos pela falta de uso e se deixaram quebrar… hmpf)… vejamos se consigo encontrar meus amigos perdidos.

>

novos snakebites

Anúncios

natalina foi às compras

 tumblr_lokeebaVoa1qma3sfo1_500

Sem título

 

Sintam a estrada de qualquer fruta

e em todos os signos

Temor à cegueira que não se afasta

Um café e alguma fumaça

Quando a espera é inútil?

Nesta grota acumulam-se números

O pulso do constrangimento é incolor

E nele flutuam dúvidas,

débito e agressão

Quem se afoga no interior de desculpas?

Pretensa tempestade alivia o pesar,

acarinhando mãos e se esquecendo

[do que restou]

Miséria, fantoche do circo de Ramires

 

 

aguardando algo sem saber muito bem o que poderia surgir… veio a ideia pro poeminha.

engraçado como o tietê, a rodoviária, fica com um ar sentimental durante as festividades de final de ano. todos sorriem mais coisa e tal. e vendo as pessoas com tantos pacotes o capitalismo me pegou em cheio ontem. eu não havia comprado nada pra mim, então arrebanhei um cabo usb pro celular novo mais pedra para o que não é zippo.

 

snakebites

%d blogueiros gostam disto: