Oscar, comida para lonely ones & livro bônus

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Lembro-me de quando varava a madrugada assistindo a cerimônia do Oscar, sempre muito chata, longa e, normalmente, previsível no que concerne às premiações. De uns anos para cá deixei o glamour do tapete vermelho do Kodak Theatre para outros insones.  No máximo, o que atrai minha  atenção no dia seguinte (via jornais e tevê) são os looks (cabelos e vestidos). Quem conseguiu arrancar da memória aquele “vestido” que a Björk usou na premiação de 2001? Meu sub-consciente, vez por outra, ainda faz renascer (literalmente) aquele cisne em sonhos nada fofos…

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Neste Oscar de 2011, nem os looks conseguiram lançar alguma faísca ou formigamento. A única coisa bacana é o movimento “pós-Oscar”. Somente com a aquisição do peladão dourado é possível fazer alguns filmes entrarem no circuito caipira. Verdade, por aqui não é qualquer blockbuster que consegue permissão para entrar nas salinhas. Perdi “Biutful”, o filme sequer passou de uma semana em cartaz… (ok, a culpa foi minha). Mas se eu quiser endemonizar meus olhos e mente, o Justin Bieber conseguirá fazer isso por “mais de mês”, quer apostar? De qualquer forma, mesmo que não tenha vencido, acho que finalmente conseguirei assistir “True Git” (“Bravura Indômita”), dos irmãos Coen. Dedos cruzados!

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Culinária

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Bem, apesar de andar muito ressabiada com frango (o que vai à mesa, não o bicho, propriamente dito) por conta dum documentário assustador sobre o uso de hormônios nos penosos. Tenho matutado à beça sobre isso. Já restringi o consumo de carne vermelha praticamente a zero (o blah blah blah dos antibióticos e afins ministrado nos bichos organizou um “apavoramento mental”), agora teria que tirar o frango da dieta? E ainda tem a questão de metais nos peixes.

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Ok, já consumo (ainda que não muito feliz) proteína texturizada de soja, mas será que viverei à base daquilo pra sempre? Ok, ok, ok existe o tal do selo verde, indicando um caminho mais saudável no trato e preparo dos penosos, mas o preço ainda tá muito salgado. Também há a questão dos pesticidas e outros blahs em vegetais e legumes. Diacho, essa tal de modernidade vai acabar me fazendo viver de luz? Oh no, peralá, ainda tem há a problemática do sol e seus efeitos nocivos. Está cada vez mais complicado se alimentar e não ter a sensação de culpa ou mesmo ficar com certas preocupações…

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AFF! Acho que desligarei a coisa do politicamente correto e deixarei as preocupações em suspenso… Por que falei das comidinhas proibitivas segundo o mundo verde? Bem, porque encontrei a receita abaixo. De repente, saber que o franguinho tem mais hormônios do que eu perdeu um pouco da importância… [clique na imagem e você será redirecionado ao site em que achei a receita e muitas outras delícias rápidas].

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Frango recheado com espinafre

Ingredientes

4 filés de frango

1 maço de espinafre
2 dentes de alho
azeite
sal
pimenta do reino preta moída
palito de dente

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Passo a Passo

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1. Comece levando ao fogo para ferver, uma panela com água. Enquanto aquece, retire as folhas do espinafre e jogue os talos fora.

2. Coloque as folhas na água quente e deixe por 3 minutos. Escorra e pique o espinafre.

3. Em uma frigideira, coloque um fio de azeite, o alho já picado e doure. Em seguida coloque o espinafre, deixe secar por uns 5 minutos e tempere com sal e pimenta.

5. Pré aqueça o forno em 180º C.

6. Agora vamos rechear o frango. Abra os filés já temperados com sal e pimenta e coloque um pouco de recheio, varia a quantidade com o tamanho do filé, mas não coloque muito. Vá enrolando o filé até formar um rocambole de frango e prenda com palitos de dente.

7. Em uma assadeira, coloque um outro fio de azeite e disponha os filés enrolados e presos no palito, sempre com a parte onde foi fechada para baixo.

8. Asse por 20 minutos ou até dourar levemente em cima e está pronto!

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Ainda não testei a receita, mas acho que não tem como dar errado, preciso dar um pulo no supermercado e revitalizar minha geladeira… (rs). Não estou pronta pra voltar a ter carne em casa, mas franguinho é sempre mui bueno e voltará a ser bem-vindo.

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Entre estantes

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Hm, mudando totalmente de assunto, por renovar a assinatura da Folha de S. Paulo ganhei “Um certo capitão Rodrigo”, do Érico Veríssimo, da coleção “Folha – Grandes Escritores Brasileiros”. A Folha já foi bem mais generosa em termos de prêmios, bônus etc. e tal, mas confesso que fiquei entusiasmada. Confesso também que minhas prateleiras não conhecem obra alguma do grande Érico Veríssimo. Outra confissão (um tanto mais óbvia pra quem acompanha os posts daqui) é que nem me lembro da última sensação de encantamento por um romance nacional. Duvido que o Veríssimo-Pai não seja capaz de me seduzir. Interessante oportunidade de mudança de perspectiva literária (e geográfica) e que ainda serve como homenagem à literatura gaúcha que perdeu ontem Moacyr Scliar, um dos contistas mais ilustres da Terra de Pindorama – ok, ele não era somente um contista, mas era a verve que eu mais admirava. Homenagem torta, eu sei, mais ainda assim homenagem, né?

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snakebites

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ps -> só para continuar a registrar meu medinho: será que dá pra passar a Copa & Olimpíadas pra outro interessado? Camaradas, não tô nem falando da grana que vai escoar pra bolsos já bem abarrotados de notas de todas as raças e cores, mas caramba, alguém viu o estado que o Morumbi ficou ontem (SPFC 1 x 1 Palmeiras, pelo Paulista)? Isto é, se no melhor estádio de São Paulo aconteceu aquele charabiá todo, imaginem o que pode ocorrer com os outros estádios feitos às pressas?? Medo, medo, medo – pavor, pavor, pavor – terror, terror, terror…! A única coisa boa é que o mês das festividades esportivas não ocorre em períodos de chuva, mas eu desconfio de tudo, sacam “aquecimento global”? Doideira climática? É pois é… Toc-toc-toc!

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ps 2 -> estão botando reparo no Liedshow? Cingo jogos, sete gols? A felicidade não está só ali na frente, a coisa está se firmando, ficando bonita de se ver… Será que rola uma performance a la 2009? hein?

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novos snakebites

mr. sandman bring me a (good) dream

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Study from a dream sequence in spellbound, Salvador Dalí

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Noite confusa e melancólica… E, pra fins de registro onírico, demarco uma lembrança do sonho desta noite: eu estava num quarto que (no sonho e somente lá) eu identificava como meu… e no quarto eu abria e fechava sempre a mesma gaveta duma cômoda a la Luís XV (!), na gaveta havia uma enorme barra de gelo translúcida, permitindo que eu percebesse a ausência de fundo. E, enquanto eu ruminava que engodo era aquele, uma fumaça viscosa e púrpura (claro, claro, claro) tomou o ambiente e a mim. Acordei e 30 minutos depois já alcançava a rua e passeava com dona Shivosa (tentando ordenar o pensamento ao som de Modern Times).

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Criei o hábito (quase diário) de abrir “O livro dos sonhos” (a fase do Kerouac tá demorando a se distanciar) e deixar meus dedos correrem suas páginas por um tempo até (pela fortuna) encontrarem algo, daí leio qualquer sonho maldito e começo o meu dia. E fico com o espectro gelado por algumas horas… Old habbits die hard, mas acho melhor aquietar minha fome de Jack e seus amigos.

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Quando pequena recordo-me que a primeira movimentação matinal da minha mãe era anotar o seu sonho antes que ele escapasse de vez. Penso que talvez tenha algo de dadá misturado com a prosa espontânea beat… Não sei, mas pra mim talvez funcione no sentido de:

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a) conseguir algum lirismo torto que me provoque a necessidade da escrita poética

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b) acarretar em sonhos mais profícuos em deleite

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c) n.d.a.

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Bem, agora tenho a mandância do Poderoso em minha mente. Resta preparar a casa, Vitória vs. Corinthians…. (brrrr). Tenho verdaeiro pavor de enfrentar times da parte inferior da tabela (toc toc toc).  Acreditar na bruxaria e orar para que novembro encontre logo o seu final. Irc, não aguento a languidez do século XIX tão internalizada… Pra falar a verdade… nunca estive tão ansiosa para uma virada de ano como agora!

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snakebite

indolência de final de ano….

O que existe de mais democrático, ainda que distribuído de maneira desigual é o sonho. Democrático porque todo ente possui as ferramentas para executar, desigual em função da quantidade de tempo para executar o dito.

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Nunca precisei de muitas horas para “realizar” diversos processos rem descabidos, mas ultimamente a coisa anda fora de controle. Sonhei algo desnecessário. Existe sonho desncessário? Existe sim quando você dispende matéria onírica com o universo sociológico básico. Meu sonho teve base no mundo real ou universitário (sei lá!). Na semana passada auxiliei uma amiga a fazer um ensaio sobre a tripartição de poderes de Monstesquieu, assunto que me levou a 2000 e os três porquinhos da Ciência Política (será que a Antropologia tem seus três porquinhos?). Na noite passada fui visitada por Comte, autor não muito analisado no meu curso (e acho que a culpa nem foi minha…), pra falar a verdade acho que compreendendo a essência do positivismo e sua influência no pensamento brasileiro tá bom demais (sem querer desmerecer demasiadamente).

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Todos já leram algum livro, filme (ou coisa que o valha) que faça referência a três espíritos (Passado, Presente e Futuro) que visitam você para assombrá-lo no intuito de apresentar como suas atitudes têm sido equivocadas (ou inermes, who knows?). A moral da opereta? Você tem tempo para se tornar uma pessoa melhor. O que o pobre do Comte tem com a pequena ópera? Bem, fui em meu querido rem visitada por Augustinho (não, não foi ele que se apresentou assim, mas era assim que eu o chamava) e ele me carregou tal qual Morpheus e me levou aos três Estados dele! Diacho, eu não mereço um sonho (in)decente? Ou ainda algo que me auxilie a organizar minha tese? Ter uma jam session com o Slash? Não! Não! Não! Eu tenho o Augustinho me falando da sua “lei”! Em suma, sonho deveras frustrante, acompanhar o “figura” durante os tais três (ô número!) estágios da humanidade…pra arrebetar: acordar com uma garoinha besta e possuir a certeza de que a diversão acadêmica me aguarda.

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snakebiteless

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Ah, a cara do “Augustinho”:

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Auguste Comte

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sonho fantástico, não?

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